top of page
Buscar

Ministra das Mulheres apoia a criação da “Mesa nacional de negociação das condições de trabalho para gestantes de frigoríficos”. 866% mais problemas?

  • Foto do escritor: Observatório Frigoríficos
    Observatório Frigoríficos
  • 15 de dez.
  • 2 min de leitura
ree

Foto: FTIAPR


15 de dezembro de 2025.


A ministra das mulheres, Márcia Lopes, recebeu uma comitiva de representantes das entidades sindicais da alimentação, para discutir  problemas de transtornos de gestação entre mulheres trabalhadoras de frigoríficos, em Londrina, no último sábado, dia 13 de dezembro. O encontro de deu após uma audiência pública convocada pela deputada federal Lenir de Assim, do Paraná

As estatísticas mostram que estas trabalhadoras grávidas de frigoríficos têm duas a três vezes mais chances de ter problemas na gestação, desde sangramentos até abortos, quando comparadas a média das gestantes trabalhadoras de outros ramos. O Ministério Público do Trabalho (MPT) demonstra que em algumas situações, o aborto entre gestante de frigoríficos pode chegar a até 866% (oitocentos e sessenta e seis) por cento maior do que as mulheres que residem na região onde se localiza um frigorífico que está sendo processado.

Por tudo isso, as duas confederações do ramo (CNTA e CONTAC) organizaram o encontro com a ministra, e defenderam a criação de um espaço nacional de debate sobre esta questão, propondo a criação da “Mesa Nacional de Negociação de Condições de trabalho para gestantes de Frigoríficos”. A organização internacional que representa este setor, a UITA, também se fez presente, lembrando que este é um problema de mulheres da América Latina.

Representantes do ObAgro puderam apresentar a ministra a proposta do programa de suporte a gestantes em frigoríficos, fundado em 2 pilares basicamente: a) assistência a gestante e b)pesquisa científica sobre as causas de tal situação desfavorável as grávidas de frigoríficos.

A ministra se dispôs a verificar uma data ao final de janeiro de 2026 para participar do lançamento desta mesa nacional, que deve contar com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT).



 
 
 

© 2024 Observatório de Saúde e Trabalho no Agronegócio.

bottom of page