Convulsionou no trabalho, foi socorrido e levou atestado de 30 dias. A empresa não aceitou, e convulsionou novamente no trabalho. E agora?
- Observatório Frigoríficos
- 19 de jun. de 2025
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19 de junho de 2025.
Esta semana ocorreu um fato inusitado em um grande frigorífico do interior de Santa Catarina. Um trabalhador apresentou uma crise convulsiva no trabalho, recebendo os cuidados imediatos na empresa, sendo levado a seguir ao Pronto Socorro da cidade, que tem no frigorífico a principal atividade econômica do município.
Foi muito bem atendido no hospital, onde teve o quadro estabilizado. Recebeu alta com medicação para casa, que deveria ser ajustada ao longo do mês, motivo pelo qual recebeu um atestado de 30 dias de afastamento do trabalho. Logo retornou a empresa para levar o atestado médico, e foi encaminhado para avaliação do setor especializado de medicina e segurança do trabalho da empresa, que não aceitou o atestado, determinando ao trabalhador seu retorno a linha de produção. Posteriormente, o trabalhador apresentou nova convulsão no trabalho.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem realizado inspeções chamadas de "força tarefa" em frigoríficos, onde tem constatado a ocultação do nexo causal entre doenças típicas do trabalho e o risco ocupacional, associado a situações de “corte” de dias de atestados por médicos da empresa, que foi acionada judicialmente para que suspendesse esta prática. Neste frigorífico fiscalizado e responsabilizado judicialmente, ocorreram algumas mudanças civilizatórias.
Mas e os outros? Até quando ouviremos histórias como estas?


